Você é passageiro ou comandante da sua carreira?

Existem dois tipos de carreira que uma pessoa pode seguir em sua vida profissional: aquela com a qual ela sempre sonhou, se preparou e lutou para conquistar ou aquela com a qual ela não escolheu, mas seguiu por falta de opção ou mesmo por falta de preparo… No primeiro caso podemos dizer que ela é comandante de sua carreira, pois foi ela quem determinou os rumos da mesma, onde e com o que gostaria de trabalhar. Já no segundo caso, ela virou passageira de sua carreira, pois não teve nenhuma influência sobre os rumos da mesma e não trabalha com o que gostaria ou da maneira com a qual planejava.

Vejamos a seguir três casos reais para ilustrar como é possível passar de passageiro a comandante de uma carreira, independentemente de idade ou situação profissional.

Elisabete Queiroz, aos 43 anos, era passageira de sua carreira quando, em julho de 2002, resolveu assumir o comando de sua vida profissional e mudar de rota. Fez exatamente o caminho contrário ao de centenas de milhares de brasileiros que sonham em conseguir um emprego público! Após 24 anos de carreira como funcionária pública, pediu exoneração do cargo que ocupava na Secretaria Estadual de Fazenda do Estado de Mato Grosso e iniciou uma arriscada carreira solo como consultora de gestão pública. A mudança de rota mostrou-se tão acertada que hoje ela comanda uma empresa de consultoria que atende a vários órgãos públicos em diferentes estados.

Leandro Pessi, na época com 18 anos, começou a trabalhar, em julho de 1996, como auxiliar de serviços gerais em uma pequena empresa de catering em Londrina. Em fevereiro de 2003 surgiu a grande oportunidade para passar de passageiro a comandante de sua carreira: por um Ford Verona 99, R$ 1.800,00 e mais as dívidas da empresa, Pessi assumiu a filial da empresa em Cascavel. Hoje sua empresa de catering atende há várias companhias aéreas em seis aeroportos do país e conta com 300 colaboradores.

Mas o caminho inverso, de proprietário de empresa a colaborador, também é possível. Muitas vezes um empresário vira passageiro de sua carreira, pois não sente mais prazer no seu trabalho e com sua empresa. Era meu caso quando estava à frente de uma pequena empresa provedora de acesso à internet em Curitiba. Em janeiro de 1998, aos 35 anos, resolvi assumir o comando de minha carreira e mergulhar de cabeça numa antiga paixão: virar piloto de linha aérea. Abandonei a vida de empresário e após dois anos de treinamento, muita dedicação e persistência, conquistava a posição de co-piloto de um Boeing 737. Atualmente estou muito feliz na cabine de comando de um Embraer 175 de linha aérea.

Existem basicamente três movimentos que podem mudar sua posição de passageiro a comandante de sua carreira:

a) Você encontra-se insatisfeito numa determinada função, mas gosta da empresa para a qual trabalha. Neste caso você deve trabalhar para conseguir uma mudança de função na mesma empresa;

b) Você gosta do que faz, mas está insatisfeito com a empresa para qual trabalha. Neste caso você procura outra empresa ou, se for possível, negocia a compra da empresa para a qual trabalha e a deixa como você gostaria; e, por último,

c) Você não gosta do que faz nem da empresa para a qual trabalha. Nesta desconfortável situação só lhe resta procurar outra empresa para fazer o que gosta, montar sua própria empresa ou iniciar uma carreira como profissional liberal.

Confira na tabela abaixo o que pode determinar se você é passageiro ou comandante de sua carreira.

PassageiroComandante
Você considera seu trabalho uma obrigaçãoVocê considera seu trabalho uma paixão
Você caiu de paraquedas nesta profissãoVocê escolheu esta profissão
Você espera por uma promoção que nunca chegaVocê sabe quando vai ser promovido
Você não pode escolher o local aonde vai trabalharVocê pode escolher o local aonde vai trabalhar
Você não tem a menor ideia de onde vai estar daqui a 10 anosVocê tem uma boa ideia de onde vai estar daqui a 10 anos

 Como pode-se ver, a questão de fundo entre ser passageiro ou comandante de uma carreira não está ligada ao fato de você ser colaborador de uma empresa, proprietário ou profissional liberal. Isto é irrelevante! O que realmente importa é se você está seguindo a carreira dos teus sonhos, se você está feliz com o que está fazendo e se o cenário desenhado a longo prazo está dentro de suas expectativas. Pense bem no assunto. Se você é passageiro de sua carreira, nunca é tarde para virar comandante de sua vida profissional e ser feliz. O trabalho não pode ser uma obrigação, de apenas bater o cartão-ponto, executar as tarefas e ir para casa, mas sim, uma importante fonte de prazer e realização.

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