Políticas de preço – parte 1

Jornal Indústria e Comércio
Segunda, 20 de Março de 1995.
33ª edição da coluna – Página C3

Preço é a expressão, em unidades monetárias, do valor de um bem ou serviço. É também uma das variáveis controláveis de marketing que integra o composto de marketing.

Mas produtos e serviços têm preço ou valor? Depende. O Carrefour tem sua estratégia de marketing de oferecer o melhor preço do mercado. Já um relógio Patek Philip, que chega a custar R$ 11.000 -, tem seu apelo no valor simbólico de sua marca.

Daí tiramos a seguinte conclusão: Ou o preço de um produto corresponderá à sua finalidade (marcar horas) ou ao símbolo do mesmo (Rolex) que, além de cumprir sua finalidade, agrega outros valores, como status, p.e. Até os anos 80 a equação para se determinar o preço de um produto ou serviço era muito simples. Pegava-se o custo do bem, adicionava-se a margem de lucro desejada e chegava-se ao preço de venda. Custo + lucro = preço de venda. Hoje é um pouco diferente. O nível de exigência do consumidor e o aumento da concorrência (em números e qualidade) mudaram esta equação. Primeiro, coloca-se quanto o consumidor está disposto a pagar. Depois, defini-se quanto a empresa quer ganhar. Finalmente, chega-se ao custo em que o bem deverá ser produzido. Preço – lucro = custo, ou seja: quem determina o custo do produto ou serviço ofertado no mercado é o rei consumidor. Se uma empresa não consegue produzir o bem ao custo ditado pelo mercado, então ela ficará à margem do que o mercado está disposto a pagar.

Por este motivo fica fácil entender a busca frenética das organizações em reduzir custos, seja através do enxugamento de pessoal ou do aumento de produtividade via automação industrial e comercial.

ALTA SATISFAÇÃO

Com o abençoado fim da inflação os pequenos comerciantes ganham competitividade em relação aos grandes varejistas, visto que estes últimos já não tem o fantástico ganho de aplicações financeiras entre suas vendas e o pagamento aos fornecedores.

BAIXA SATISFAÇÃO

É total a insensibilidade e indiferença dos funcionários (públicos!) da Receita Federal e do Ministério da Agricultura que trabalham nos postos fronteiriços durante o período de Carnaval, os heroicos caminhoneiros são obrigados a aguardar até 5 dias, parados e sem qualquer estrutura apoio, longe de suas famílias, a volta destes funcionários que foram pular o Carnaval enquanto trabalhadores (privados) e exportadores queriam trabalhar. Como diz o anchor-man do SBT: Isto é uma vergonha!

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